domingo, 30 de junho de 2013

Scott Pilgrim Contra o Mundo

Como todos sabemos, e dificil se ver um bom filme, que seja baseado em algum jogo ou uma HQ (Historia em Quadrinhos). Depois de filmes como: Mortal Kombat, Lara Croft Tomb raider, Street Fighter, e Alone in the Dark, você nunca mais confiou ou teve esperança que um dia haveria adaptações fieis de suas sagas as telas do cinema. 
Baseado na Incrivel HQ criada pelo quadrinista Brian Lee O'Malley, "Scott Pilgrim" Conta uma historia básica de amor juvenil. O Garoto, Scott (Interpretado pelo ator Michael Cera) se apaixona por uma garota, Ramona (Mary Elizabeth) que, no início, parece inatingível, mas que com um pouco de lábia e muita sorte acaba ficando com o mocinho. A história toma uma forma mais “fantástica” quando Scott descobre que, para poder ficar com Ramona, precisará enfrentar os Sete Ex-Namorados do Mal da garota.
Até ai você já deve imaginar que não passa de mais um clichê, mas está enganado jovem. Em uma bela noite de quarta, estava eu, zapeando os canais até chegar no Universal, e ao ver que iria começar "Scott Pilgrim contra o mundo" , fiquei encucado, "Scott Pilgrim,Que diabos de filme é esse"  ai que lembrei que já tinha visto esse nome em algum lugar. Apos assistir o filme virei um verdadeiro Fã deste Universo que o filme retrata.
Mas é aí também que boa parte do público se confunde no filme, lançado em agosto nos Estados Unidos com um desempenho decepcionante, algo próximo dos US$ 45 milhões. Quando Scott começa a brigar com os “exs” de Ramona, a referência a jogos de videogame é pesada, de golpes especiais, magia, pontuações que resultam em uma “vida extra”.
Isso tudo acaba deixando o filme num limbo: é uma história de amor ou um filme de videogame? É uma comédia romântica ou uma aventura? Desse nó mental é que surge o brilhantismo da direção de Edgar Wright ("Chumbo Grosso", "Todo Mundo Quase Morto"). "Scott Pilgrim Contra o Mundo" é tudo isso e nada disso. Alguns podem interpretar as lutas como alegorias para o esforço de Scott em superar os “fantasmas do Natal passado” de Ramona. Para outros, menos preocupados numa interpretação tão elaborada, tudo não passa de batalhas incrivelmente bem-feitas e com ótimas referências contemporâneas.
Quando a banda de Scott, Sex Bomb-Omb, tocava nos quadrinhos, era extremamente fácil pular as páginas – afinal, não tem como o leitor fazer ideia da melodia e a letra não é nem um pouco digna de nota. No cinema, o que você esperava virar algo equivalente a um NxZero da vida, soa literalmente, como música para os ouvidos. As onomatopeias da HQ são fundidas a cada acorde de guitarra, com a bateria de Kim Pine (Alison Pill) marcando o bate-cabeça na sala, junto com o baixo cru de Scott e o vocal mínimo de Stephen Stills (Mark Webber). Uma bela surpresa.
O compositor Beck participou ativamente de toda a trilha sonora, inclusive compondo a música “Ramona” e emprestando seu tecladista, Brian LeBarton, para criar uma versão 8-bit digna de um clássico do GameBoy. É empolgante escutar as músicas variando entre Blood Red Shoes, Rolling Stones, Broken Social Scene e Metric.
"Scott Pilgrim Contra o Mundo" é um filme para se assistir com a cabeça aberta – e qual não é?. Podemos concluir que realmente é um ótimo filme, com sua proposta inovadora, propõem agradar diversos publicos, dos mais casuais, ate os Nerdões das antigas.
Assista ao trailer de "Scott Pilgrim Contra o Mundo":

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